20 de abr. de 2006

Diário de férias




O hotel: Bahia Príncipe, Punta cana

O livro: Não se escolhe quem se ama - Joana Miranda e tudo sobre o local!

A fruta: Maracujá... sempre sem açúcar

A comida: Tudo...sem me preocupar com o peso a mais

A bebida: Rum... em todas as suas variantes e cores

A fuga: O mar

O inimigo amado: O sol, amo o sol, mas apanhei uma alergia ao mesmo ao terceiro dia,rsrsrs.Doenças pós 30... das mais parvas possíveis

A musica: Bandida - kiko Rodrigues

A admiração: Povo dominicano

A utopia: Me encontrar

A conclusão: Nunca o ter vai ocupar o lugar do ser na minha vida.

"Precisa-se de muitas energias pro arriscar para viver, viver e viver...ainda tocar em uma mão e ficar! "Repito por pura alegria de viver: a salvação e pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena" (Clarice Lispector)


Aqui estou de volta. Do melhor que consegui nesses dias, poderia dizer o sol, as praias, um hotel maravilhoso, mas não, foi o tempo perdido comigo mesma, e com os outros. Li dois bons livros, conheci gente diferente, gente que do seu nada, da sua vida sofrida tinham espaço para uma imensa felicidade, trabalhavam, cantando e dançando, isso me fez pensar e me rever.

Nos últimos meses andei perdida do que realmente sou, perdi a minha alegria de viver, a minha coragem. As vezes o sofrimento nos fecha os olhos, não conseguimos ver o nosso valor. coisas e pessoas que nos tiram toda a segurança, momentos que nos fazem esquecer o valor que sabemos que temos, acabamos por.... pôr as nossas próprias qualidades em causa.

Apesar de me encontrar num hotel com todos os luxos possíveis, lembrei me de férias onde contei os tostões para pagar uma pensão, com tudo contado ao pormenor, de anos que nem de férias fui e lembrei de como me diverti naquela altura, dos amigos que fiz que passados 12 anos continuam a ser amigos. Senti algum orgulho em mim, por não ter mudado e saber que por mais que a vida me corra bem financeiramente nada vai mudar os meus valores, onde tanto sou feliz no tudo como no nada, as vezes penso que os meus momentos de maior felicidade foram no meio do nada.

Pra mim sei que o "ter" nunca vai superar o "ser".

Estava nesta altura a acabar mais um livro de Lipector que consumi em dois dias entre o sol e o mar e lembrei desta frase que publiquei acima, de um livro anterior, onde ela fala que por mais sonhos e por mais coisas que as pessoas possam ter, em consciência ou não, o que no fundo toda gente quer e encontrar uma mão e ficar, não importando o que se tem que arriscar, mesmo que seja trocar o tudo pelo nada, o certo pelo incerto.

Claro que algumas pessoas ainda não sabem a importância de se ter uma mão para segurar, e dão mais valor ao ter, ter dinheiro, ter imagem, ter a admiração das pessoas amigas e a falha acontece exactamente aí, até que ponto todo o "ter"...todos os sorrisos, todos os momentos de figurativa alegria, trazem verdadeira felicidade?

Verdadeiro preenchimento, e aquela sensação de deitarmos a cabeça no travesseiro com um sorriso estúpido de pura felicidade, acordar e dormir a sorrir a cantar, que por mais que a vida seja difícil, não corra bem financeiramente, sabemos que temos uma mão para segurar, uma mão que preenche o vazio, que ameniza os problemas, as dores e dificuldades da vida.... pois a vida não é fácil.

Como resultado desta semana, senti-me feliz de ser quem sou, como sou, as vezes pouco racional, mas real, capaz de deitar todo ter para o lixo apenas para segurar uma mão, pois... porque o fiz, e nunca me arrependerei de ter feito, mesmo sabendo como ensinamento de vida que nem sempre a mão que lutamos e que mudamos tudo para segurá-la é a que nos agarra com a mesma intensidade, as vezes é a que nos escapa por entre os dedos com a maior facilidade. Aprendi também que as vezes a mão que tu nunca esperas que seja capaz de te ser estendida é a que te levanta da lama, e te carrega no colo.

Bem... tanto blá, blá, para dizer em resumo que, vi mais pessoas realmente felizes nos países como Brasil, Cuba, Rep. Dominicana, países com imensas dificuldades, onde a vida e tão sofrida. Esta e a maior prova que "ter" nunca vai ter real relação com a felicidade, mas umas das coisas que sempre vi nestes povos foi a imensa capacidade de estender a mão, de alma aberta uns para os outros.

Estará ai o caminho da felicidade???

3 comentários:

Strider disse...

ola cris,,,

hoje nao vou dizer muito,,, k acabaram as gotas,,,
mas gostei de ler k estas ferias foram muito boas,,, em todos os aspectos,,, :)

um bjinho muito grande,,, e um bom fim de semana
Paulo

lo disse...

ola kerida
k bom tas de volta
ja tinha saudades tuas miguxa
sabes os amigos verdadeiros deixam sempre saudades
e tu és uma delas k sinto sempre a tua falta
tem uma boa noite miga
jokinhas doçes
da tua amiga
ANJO :-)

Strider disse...

agora comento neste,,, e a escolha,,, hehehe,,, isso de atacar no trabalho tb da mau resultado,,, mas e uma boa maneira de nao pensar m****,,, rsrsrs eu estou a precisar,,, estas ferias prolongadas ja me estao a fazer muito mal,,,
escreve todas as duvidas,,, as k eu souber responder,,, melhor,,, as outras procura-se,,,
é tb o meu contacto do msn,,, pra duvidas mais complicadas podes adicionar se tiveres,,,

nao te vingues muito no trabalho,,, nao fez mal nenhum,,, xiiiii,,, kem fez maior testamento,,, :)

uma boa semana,,,

beijos